quarta-feira, 30 de maio de 2012

New York City




22 horas para conhecer New York City. Ou melhor, um pouco menos que isso. Foi esta experiência que tive com a Big Apple neste ano. E este curto tempo já foi o suficiente para querer mais.

Chegar na cidade à noite de ônibus foi emocionante: ver ao longe aqueles prédios que estamos acostumados a ver na tv e filmes desde sempre e atravessar o Lincoln Tunnel já bastou para entrar no clima da cidade. Ter escolhido um hotel bem localizado ajudou a não perder tempo: o Residence Inn, localizado na xxxx, ficava a apenas três quadras da Times Square, a famosa praça dos painéis eletrônicos, em um ponto mediano entre os lugares que queríamos conhecer.
Na chegada já houve tempo suficiente para conhecer a Times Square à noite e ver que, mesmo naquele horário, o lugar fervia com os milhares de turistas, lojas, restaurantes e teatros. A Broadway estava lotada e me chamou a atenção a dimensão que tanto a rua quanto a Times Square tem: na minha cabeça, era tudo mais concentrado (na verdade, eu pensava na Times Square como a Picadilly Circus em Londres, mas descobri que é muito maior). É uma pena não poder ter ido a nenhum dos vários musicais, mas fica para a próxima.

Dia seguinte, hora de bater perna e conhecer um pouco da cidade. Uma caminhada não muito longa nos levou ao Empire State Building. Sua dimensão, vendo de baixo, é impressionante. E é interessante conhecer sua história, o que fizemos com uma visita-express ao prédio, que incluía uma espécie de simulador que falava de NYC e de histórias do edifício, e depois a subida ao topo. O dia estava sem nuvens, o que propicio uma bela vista de toda Manhattan. Subir no Empire não é barato, mas não me arrependo, porque é emocionante ver a cidade inteira de cima. Uma certa decepção: a estátua da Liberdade. Ela é muito menor do que parece. Do alto então, mal dá para se ver. Miudinha que só.

Depois disso, uma caminhada atravessando Manhattan e passando por alguns pontos (Rockfeller Center, MoMa), até chegar ao Central Park. Ele é enorme, bem cuidado e é lindo com os enormes prédios ao fundo. Demos uma volta na carruagem (o que também não foi barato, mas valeu a experiência) e depois nos aventuramos na pista de patinação do gelo. Constatação: não tenho talento nenhum para isso, e só não caí porque me segurei muito bem.

Depois do Central Park, um rápido Chipotle para almoço e caminhamos novamente em direção à Times Square para um café, algumas comprinhas e logo já se dirigir ao ponto onde tínhamos que pegar o ônibus.

Não tivemos muito tempo para explorar Nova York – foi tudo corrido e tivemos que optar por alguns lugares a outros. Porém esta rápida experiência já me deu certeza absoluta que quero e preciso voltar para lá: com certeza uma cidade a ser muito bem explorada.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Artista



Quem diria que um filme mudo e preto e branco encantaria o mundo? Pois encantou. E muitos podem se questionar porquê, mas acredito que os motivos são vários. A história é a de um ator de cinema mudo de muito sucesso que, em pleno auge da carreira, vê-se diante de um dilema e da possibilidade de fracasso ao deparar-se com o lançamento dos primeiros filmes com som. O ator, sempre acompanhado do seu fiel cão (que dá um show à parte e mereceria um Oscar “animal”, caso existisse), faz então uma tentativa de manter-se com sucesso em pleno a esta grande mudança, atravessando ainda problemas em sua vida pessoal.

Uma série de ideias simples, mas que complementam o enredo do filme, fazem muito sentido com a história: o fato de o filme ser mudo e preto e branco vai de encontro direto com ela e com os filmes rodados no enredo, em um exercício de metalinguagem. Os atores convencem bastante e conseguem cativar um público que está habituado a milhares de informações e efeitos especiais. A empatia cresce com o personagem principal quando nos colocamos em seu lugar e nos identificamos com a situação em que se encontra. E assim, uma história que poderia ser um filme qualquer transforma-se em uma grande homenagem ao cinema e aos seus primórdios.

O Artista não vai mudar a sua vida, mas é um belo filme.
 
O Artista ****

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cavalo de Guerra

Em tempos que o cinema está repleto de filmes por um lado com banho de realismo e por outro cheio de super-heróis ou ação desenfreada, faz-se falta algum que seja mais, leve, mais “inocente”. Cavalo de Guerra, indicado ao Oscar de melhor filme este ano, cumpre este papel.


O filme conta a história de uma família de camponeses que compra um cavalo para ser utilizado na lavoura e, como é muito novo, é treinado pelo jovem Albert. Ao passo que vai se apegando e conhecendo o comportamento do animal mais a fundo, os tempos são de guerra - a Primeira Guerra Mundial já havia eclodido e jovens estavam sendo recrutados. Neste caso, não foi o jovem, e sim o cavalo. O espectador é levado então a acompanhar a jornada do animal em meio à guerra, e ver como seu dono, mais tarde, foi alistado e não desistiu de saber o destino de seu cavalo.
Lendo, parece uma história banal. Porém, valores de lealdade são o cerne do enredo, desenvolvido de maneira bastante bonita e competente por Steven Spielberg. É daqueles que, mesmo longos, prendem e o fazem torcer para que tudo dê certo no final.
Cavalo de guerra ****

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Hospedeira


Um livro que tive certa resistência para começar, que foi arrastado até a metade. Essa foi a minha experiência imediata com A Hospedeira, de Stephenie Meyer, autora famosa pela série Crepúsculo. A minha resistência não foi pela referência que eu tinha da autora (até porque nunca havia lido uma obra sua e assim não era possível “julgá-la”); foi, sobretudo, por ser um livro de ficção científica e este gênero de leitura não ser uma das minhas opções favoritas.

Nesta história, o planeta Terra foi descoberto por uma espécie que se auto denomina “alma”, cujo aspecto físico seria uma “fita” prateada com antenas e cuja sobrevivência depende da o corpo de um hospedeiro – neste caso, os humanos. Quase toda a humanidade já está dominada por almas, seres pacíficos que, apesarem da invasão, tornaram o planeta Terra um lugar pacífico, sem crimes, sem competições e com a abolição do dinheiro. Um lugar perfeito, vendo por um lado, porém desprovido da essência da humanidade. Entretanto, um grupo de humanos conseguiu manter-se resistente, vivendo em uma caverna no deserto; entre eles Jared e Jamie, namorado e irmão, respectivamente, de Melanie, que foi “tomada” e hospedada por uma alma chamada Peregrina. O que poucos sabem é é que Peregrina continua ouvindo Melanie internamente, e esta prova resistência e não se deixa apagar dentro de seu corpo. Tomada por uma vontade de mudar e também pela vontade de Melanie, Peregrina acaba encontrando o lugar onde estão os humanos e é acolhida por eles. E nisto se desenvolve a trama da história: como os humanos recebem uma “alma”, com a dicotomia de ser o corpo de alguém que amavam muito.

O problema de A Hospedeira é pegar no tranco. Até a metade do livro, não conseguia encontrar motivação pra continuar. O argumento do enredo até que é bem interessante e poderia dar uma boa história, contudo não se tem muita profundidade na descrição ou construção das personagens. Em determinado momento, a história passa a envolver por causa da “empatia” causada por Peregrina.

Terminada a leitura, não mais que um livro lido a mais, cuja história estará em breve nos cinemas.

A Hospedeira – Stephenie Meyer **

domingo, 13 de maio de 2012

Para quem só gosta de auto-retrato

Outro dia, em São Paulo, saí com um grupo de quatro pessoas, das quais eu só conhecia uma. Quando perguntei onde íamos, uma das pessoas que eu não conhecia me respondeu: “vamos a um restaurante bem legal, um lugar super diferenciado“. Fiquei sem saber exatamente o que a resposta queria dizer, mas fui ao tal “lugar diferenciado” com o espírito aberto. Tratava-se de um restaurantezinho, em um bairro rico de São Paulo, cuja entrada discreta se notava pela movimentação de manobristas ocupados em receber uma fila de carros importados. Antes de entrarmos, notei três seguranças de óculos escuros, falando em walkie-talkies e vestidos de terno e gravata pretos, apesar do calor. No interior, todo mundo parecia ser da mesma família. Até nos olharam para ver se nos reconheciam de algum lugar. As mulheres tinham os cabelos lisos e joias e carregavam, além de óculos escuros, bolsas de couro desproporcionalmente grandes penduradas no braço. Os homens, por sua vez, estavam bronzeados e usavam camisas sociais bem passadas, enfiadas para dentro das calças. Muitos dos que tinham cabelos usavam gel. Todos comportavam-se como se estivessem em um clube. Ouvi alguém falar: “aqui só tem gente bonita!“ No cardápio do bar, além das caipirinhas de frutas variadas (lima da Pérsia, tangerina, morango), os mesmos drinks que se encontram em qualquer lugar do mundo. Alguém na nossa mesa pediu um Prosecco. No cardápio de comidas, palmitos (pupunha), raviólis de mussarela (de búfala) e tiramisus, com os quais as pessoas pareciam se deleitar. Eu entrei na onda e me deleitei também. No entanto, para o que era “diferenciado”, não havia nada de novo. A única coisa original eram os preços: fora de proporção, mesmo para quem mora em Tóquio, como eu. Na semana seguinte, fui a  um almoço de trabalho com uma conhecida que me disse que me levaria a um lugar em que “só havia gente bonita.” Devo confessar que tive certo receio de não ser bonito o suficiente e de acabar barrado na entrada do lugar. No entanto, ia convidado e não queria interferir nos planos de minha anfitriã. Se não me deixassem entrar, paciência. Para minha surpresa, o restaurante a que ela me levou parecia a filial do outro da semana anterior. Os mesmos carros importados, a mesma tropa de manobristas e os mesmos seguranças. A mesma caipirosca de lima da Pérsia. O mesmo palmito pupunha (na brasa) e os mesmos raviólis de mussarela de búfala (com molho de tomate e manjericão). As pessoas também pareciam as mesmas, e os preços astronômicos, idem. Ao longo da refeição, pensei ouvir umas duas vezes a palavra “diferenciado”. Também acho que entreouvi alguém dizendo “aqui só tem gente bonita”. Nos dois restaurantes, os cenários e os personagens se repetiam: mulheres de cabelos lisos com óculos escuros e homens bronzeados com a camisa para dentro das calças ocupados em ser elegantes sob um ar condicionado fortíssimo. Pensei na Val Marchiori, daquele seriado Mulheres Ricas, no qual tudo tinha grife e nada surpreendia, cuja personalidade se escorava em catálogos de lojas da Quinta Avenida. Entre um e outro copo de água (San Pellegrino), cheguei à conclusão de que as pessoas gostavam de ir a lugares diferenciados para não terem surpresas, para só verem pessoas iguais. Alexandre Vidal Porto Fonte: http://bravonline.abril.com.br/blogs/elemento-estrangeiro/

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Washington D.C.

É sempre uma boa experiência conseguir voltar a um lugar depois de muito tempo. Eu tive esta experiência ao poder voltar a Washington D.C. em Março deste ano, após quase treze anos depois de minha primeira visita. Não que Washington tenha mudado muito: o Capitólio, a Casa Branca, os parques, os monumentos, tudo continua muito parecido ou igual como estava. Mas foi nostálgico, por um lado, e novo por outro. Novo porque conheci lugares que eu ainda não conhecia e pude caminhar mais pela cidade, aproveitando a beleza das cerejeiras florescendo (fui em uma época muito próxima do Cherry Blossom, o festival de comemoração do florescimento das cerejeiras).

Washington tem características interessantes – ao mesmo tempo que é uma cidade “séria”, com bastante cara de sede administrativa (ainda mais com os vários prédios históricos), ela também é bastante turística e de certo modo “leve”. Isso talvez porque a vi em um final de semana, sem a agitação de um dia de trabalho. A grande caminhada feita naquele dia valeu a pena e pudemos ir a pontos como a Casa Branca, Capitólio, Biblioteca Nacional, Lincoln Monument, Washington Monument etc., em um dia bonito de céu azul.

Foi bom rever e passear pela cidade. Não sei voltarei um dia com o propósito de turismo, mas de qualquer forma aquele dia foi bastante relaxante.








 

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Oásis de Bethânia


No ano passado, a aprovação de um orçamento de 400 mil reais para um projeto de Maria Bethânia para um blog levantou uma polêmica e discussão que acabou recaindo sobre a intérprete ao invés de somente questionar-se  a maneira como as leis de incentivo estavam sendo utilizadas. Faltou um pouco de profundidade em muitas opiniões alheias – uma pesquisa mais apurada mostraria que orçamentos ainda maiores são disponibilizados para outros projetos. Eu me lembro de já ter conversado com pessoas que tratam de aprovações de projetos culturais e sabido que muitos projetos perdem de serem beneficiados porque não cumprem com requisitos básicos solicitados (geralmente estes projetos tem normas a serem respeitadas, informações básicas a serem apresentadas). Por isso acho que toda esta polêmica foi um tanto exagerada e, em boa parte, superficial. O fato é que o peso caiu sobre a cantora, a ponto de desistir do seu blog e abrir mão do apoio já aprovado. Uma pena, frente à interessante ideia.
Passados alguns meses, Bethânia lança um disco com um tom de desabafo e fúria – Oásis de Bethânia, seu 50º álbum. A regravação de “Calúnia”, do repertório de Dalva de Oliveira, é exemplo disso; sua letra nervosa já avisa: “Quiseste ofuscar minha fama, até jogar-me na lama só porque eu vivo a brilhar; sim, mostras-te ser invejo, viraste até mentiroso, só para caluniar”. Outro momento de desabafo é Carta de amor, que, apesar do nome, é na verdade um aviso que inicia dizendo “Não mexe comigo, que eu não ando só”. Em seguida, santos, entidades e Jesus, entre muitos outros, são invocados em sua proteção, culminando no fim em um discurso em que afirma que esta pessoa que está tentando “derrubá-la” não passa de um nada. Forte! Mas no disco há espaço também para interpretações de cunho mais romântico e emocional, uma especialidade da cantora, como a bela Casablanca, de Roque Ferreira, e Vive, composição de Djavan.
Com este novo trabalho, Bethânia reafirma-se como intérprete e cantora mestra. A sua presença e trabalho ainda é de grande relevância para a música popular brasileira, queiram ou não queiram.
Maria Bethânia – Oásis de Bethânia ****
  

Não mexe comigo que eu não ando sóeu não ando só, que eu não ando sónão mexe não (2x)
Eu tenho Zumbi, Besouro o chefe dos Tupissou Tupinambá, tenho Erês, caboclo boiadeiromãos de cura, Morubichabas, Cocares, Arco-írisZarabatanas, Curarês, Flechas e Altares.A velocidade da luz no escuro da mata escurao breu o silêncio a espera. Eu tenho Jesus,Maria e José, todos os Pajés em minha companhiao menino Deus brinca e dorme nos meus sonhoso poeta me contou.


Não mexe comigo que eu não ando sóeu não ando só, que eu não ando sónão mexe não (2x)
Não misturo, não me dobr. a rainha do maranda de mãos dadas comigo, me ensina o bailedas ondas e canta, canta, canta pra mim, é doouro de Oxum que é feita a armadura que guarda omeu corpo, garante meu sangue, minha gargantao veneno do mal não acha passagem e em meucoração Maria ascende sua luz, e me aponta ocaminho.Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã,giro o mundo, viro, reviro tô no Reconcavotô em Fêz, vôo entre as estrelas, brinco deser uma, traço o cruzeiro do sul com a tochada fogueira de João menino, rezo com as trêsMarias, vou além me recolho no esplendor dasnebulosas descanso nos vales, montanhas, durmona forja de Ogum, mergulho no calor da lavados vulcões, corpo vivo de Xangô


Não ando no Breu nem ando na trevaNão ando no breu nem ando na trevaé por onde eu vou o Santo me levaé por onde eu vou o Santo me leva(2x)


Medo não me alcança, no deserto me acho, façocobra morder o rabo, escorpião vira pirilampomeus pés recebem bálsamos, unguento suave dasmãos de Maria, irmã de Marta e Lázaro, noOásis de Bethânia.Pessoa que eu ando só, atente ao tempo numcomece nem termine, é nunca é sempre, é tempode reparar na balança de nobre cobre que o reiequilibra, fulmina o injusto, deixa nua a justiça


Eu não provo do teu féu, eu não piso no teu chãoe pra onde você for não leva o meu nome nãoe pra onde você for não leva o meu nome não(2x)


Onde vai valente? você secô seus olhos insonessecaram, não vêêm brotar a relva que cresce livree verde, longe da tua cegueira. Seus ouvidos sefecharam à qualquer música, qualquer som, nem obem nem o mal, pensam em ti, ninguém te escolhevocê pisa na terra mas não sente apenas pisa,apenas vaga sobre o planeta, já nem ouve asteclas do teu piano, você está tão mirrado quenem o diabo te ambiciona, não tem alma você éo oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo.


O que é teu já tá guardadonão sou eu que vou lhe dar,não sou eu que vou lhe dar,não sou eu que vou lhe dar.(2x)


Eu posso engolir você só pra cuspir depois,minha fome é matéria que você não alcançadesde o leite do peito de minha mãe, até o semfim dos versos, versos, versos, que brota dopoeta em toda poesia sob a luz da lua que deitana palma da inspiração de Caymmi, se choro quandochoro e minha lágrima cai é pra regar o capim quealimenta a visa, chorando eu refaço as nascentesque você secou.Se desejo o meu desejo faz subir marés de sal esortilégio, vivo de cara pra o vento na chuva equero me molhar. O terço de Fátima e o cordão deGandhi, cruzam o meu peito.Sou como a haste fina que qualquer brisa vergamas, nenhuma espada corta


Não mexe comigo que eu não ando sóeu não ando só, que eu não ando só(2x)não mexe comigo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Estilo: Mark Ronson

O músico, compositor, dj e produtor (ufa) Mark Ronson tem trabalhado à beça: acabou de produzir o novo disco do Rufus Wainwright e dizem que em breve trabalhará om Bruno Mars. Isso trazendo já na bagagem produções de sucesso, como os discos de Lily Allen e Amy Winehouse. O jornal inglês London Evening Standard fez uma boa reportagem mostrando tudo o que ele anda fazendo: é só clicar aqui pra conferir.

Ronson é famoso não só por seu talento, mas por seu estilo: ele sempre está nas listas dos mais bem vestidos. É só ver abaixo e confirmar.















sábado, 5 de maio de 2012

Roberta Sá - Segunda Pele



Esta semana li uma entrevista com a Roberta Sá muito interessante, que só veio a confirmar minha admiração por ela como artista: percebe-se que ela não é somente ótima na música, mas também tem uma cabeça muito boa. Se interessar a alguém, aqui está o link.

 
Falando nela, recomendo seu novo disco, Segunda Pele, em que a cantora faz uma incursão a uma sonoridade mais pop que os trabalhos anteriores, mas não abandonando seu pé no samba e em ritmos regionais. A canção que dá título ao disco tem a voz deliciosa e aveludada de Roberta, em uma das canções mais diferentes do que já havia feito anteriormente. 

A Brincadeira é modinha daquelas que a cantora mostra toda sua graciosidade; Deixa Sangrar é um frevo carnavalesco, que poderia muito bem ser hit do próprio carnaval; Altos e Baixos, em minha opinião, é o ponto alto do disco, com ótima letra sobre sucesso e derrota, sobre estar bem ou mal, no topo ou no fundo do poço e outras dicotomias semelhantes; assim como a ótima Pavilhão de Espelhos, que já ganhou clipe (veja aí embaixo).

Com várias participações especiais (como o uruguaio Jorge Drexler em Esquirlas), Roberta Sá mais uma vez reafirma sua posição como grande figura na música popular dos últimos anos. Desde a sua estreia, não tem decepcionado seu público e vem se consolidando como unanimidade em público e crítica. 


 Roberta Sá - Segunda Pele ****

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Não canse quem te quer bem


Calúnia


Nenhuma lágrima
Derramei por você

Quiseste ofuscar minha fama

E até jogar-me na lama
Só porque eu vivo a brilhar
Sim, mostraste ser invejoso
Viraste até mentiroso
Só para caluniar.

Deixa a calúnia de lado

Se de fato és poeta
Deixa a calúnia de lado
Que ela a mim não afeta
Se me ofendes, tu serás o ofendido
Pois quem com o ferro fere
Com ferro será ferido.

Quiseste. 

Letra: Paulo Soledade e Marino Pinto
Interpretação: Maria Bethânia

 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Madonna - MDNA



 Um novo disco da Madonna é sempre aguardado com muita expectativa, expectativa até demais. Isso pode ser até um problema, que, por exemplo, se reflete nas críticas que lemos por aí sobre o seu novo álbum: muitas delas são cricas porque justamente esperava-se mais da rainha do pop. Confesso que quando ouvi MDNA pela primeira vez  tive um pouco deste sentimento, mas em poucos momentos lembrei de Hard Candy e já concluí que é um disco bem mais consistente e coeso que o anterior. Com produtores como Orbit e Martin mimimi e participações especiais da sempre crazy M.I.A. e da rapper Nicki Minaj, a cantora põe todo mundo pra dançar mas também exorciza alguns de seus demônios – o seu divórcio por exemplo (a letra de “Best Friend” é exemplo disso).


O primeiro single, Gimme all your luvin’, é daqueles popzinhos com gritos de chear leader – nada original mas bastante convincente para as pistas e para o rádio. Já o segundo, Girls gone wild, tem pegada forte e tinha tudo para ser um grande hit. Só não foi pela falta de “investimento” na divulgação. Parece que nem a Madonna tampouco a gravadora se empenharam em divulgar o álbum. Nada de programas de tv (com exceção da final do Super Bowl), entrevistas etc. O que parece é que ela está é se empenhando para a turnê, que passará pelo Brasil inclusive (Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

Na minha opinião, as melhores do disco são algumas que talvez nem cheguem a ser conhecidas do “grande público” – a despretensiosa Superstar; Gang Bang, que praticamente parece ser tirada de uma cena de filme e representa o ponto mais experimental do trabalho; a fofinha Love Spent e I fucked up, cuja letra é praticamente a confissão de uma cagada feita por ela. É claro que nem tudo é perfeito: em meio a boas músicas, há uma ou outra mais fraquinha, como a bobinha B-day song, bem dispensável. Estas contudo não são suficientes pra tirar as qualidades do disco e marcar mais um bom momento na carreira de Madonna. Que venha então a turnê para sabermos o que ela está preparando!

Madonna – MDNA ****

segunda-feira, 23 de abril de 2012

São Jorge Guerreiro


Chagas abertas, sagrado coração todo amor e bondade, o sangue do meu senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame, hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem em pensamento eles possam ter para me fazerem o mal, armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças quebrarão sem meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem. 


Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder da sua santa e divina graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com seu sagrado e divino manto, me protegendo em todas as minhas dores e afliçoes e Deus com a sua divina misericordia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré , em nome da Falange do Divino Espirito Santo estenda-me o seu escudo e as suas armas poderosas defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais , e de todas as suas más influencias, e que debaixo das patas de seu fiel Ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa a prejudicar. Assim seja com o poder de Deus de de Jesus Cristo e da Falange do Divino Espirito Santo, Amém.


Fonte: http://www.saojorge.net/sj.htm

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mafia Son





Quando se fala de máfia hoje em dia, parece algo de outras épocas ou de filmes clássicos. Na verdade, histórias reais da máfia podem ser relatadas em tempos recentes, mais recentes do que poderíamos imaginar. É isto o que relata Sandra Harmon no seu livro Mafia Son, uma grande reportagem sobrea família Scarpa e sua atuação na cena criminosa da cidade de Nova York.

O grande responsável pelo império da família foi Gregory Scarpa, chamado Gregory Sr., que na década de 60 começou a expansão dos seus negócios, que incluíam armas, bebidas e, mais tarde, drogas. E, certamente, aumentando o seu poder à medida que suas posses e sua influência aumentavam (essa, pautada na violência e nos vários crimes  cometidos para apagar rastros e informações e liquidar com qualquer pessoa que sugeriria alguma ameaça). O seu “sucesso” também se deveu a um braço direito na melhor instância que poderia ter: o FBI. Gregory era protegido por um agente da instituição, sob o argumento que era informante e denunciante da ação de outros mafiosos e criminosos. Assim, mesmo com tantos crimes em seu currículo, era protegido de ser investigado por ser também uma boa fonte de informação à agência.

Apesar da sua atuação neste ramo e das várias histórias de violência, Gregory era o típico mafioso querido e simpático às pessoas em sua volta. Construiu não só uma família com sua esposa, mas também manteve um romance durante toda a vida com sua fiel amante Linda, peça fundamental na sua história.

Depois que seu poder foi ruindo, seu filho, Gregory Scarpa Jr., tomou conta dos negócios porém,  em razão de uma série de más decisões e por não ser pautado pela mesma rede de contatos que o pai, não conseguiu manter-se na ativa por muito tempo, sendo capturado. Ninguém poderia imaginar que num futuro próximo ele seria a pessoa a alertar o governo norte-americano sobre os atentados de 11 de Setembro, ainda em fase de planejamento. Ninguém deu crédito à sua informação, e o resultado todos sabem.

Essas são algumas poucas histórias que Sandra conta neste excelente livro. Quando o comprei, num “cestão” da loja Zeller’s, no Canadá, pensava se tratar de uma ficção policial. Para a minha (feliz) surpresa, é uma verdadeira investigação jornalística sobre a atuação da família, os crimes cometidos, as guerras e traições, e a ruína de um império do crime. Sandra descreve com detalhes histórias que, em alguns casos, ainda não terminaram, e assim conseguimos entender como funciona o esquema de uma facção mafiosa.

Interessante do começo ao fim, recomendo para quem tem interesse nestes temas.

Mafia Son – Sandra Harmon ****

Imagem da semana: museu colocando fogo em obras de arte

Para entender, clique aqui.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Canadá na neve




Mais uma vez, ou melhor, duas vezes, tive a oportunidade de voltar ao Canadá. Mas desta vez vendo o país de uma diferente perspectiva: abaixo, muito abaixo, de zero graus. Mais precisamente sentindo até 22 graus negativos. Isso mesmo, negativos.

A sensação é bizarra: no primeiro minuto você acha que aguenta, porém aos poucos a pele começa a sentir os efeitos do frio, com uma ardência indescritível. As extremidades do nariz e orelhas vão perdendo a sensibilidade; aos poucos você vai encostando nelas e o desespero começa a bater quando não se tem mais qualquer sensação nestas partes do corpo. Depois de poucos minutos o que se quer é correr para um lugar seguro e quentinho (o que não é difícil encontrar, porque lá o frio é tanto que todos os estabelecimentos estão devidamente aquecidos).

O mais bonito de tudo é estar trabalhando e de repente perceber que se iniciou uma “tempestade” de neve: tudo fica branquinho no lado de fora, uma paisagem um tanto silenciosa e depressiva, por um lado, porém bastante “relaxante”, no sentido de transmitir uma paz, uma tranquilidade...
E caminhar na neve alta, ver montanhas de neve espalhadas pela cidade, ver tudo branco e os carros e casas escondidos, tudo isso é uma experiência um tanto diferente para nós brasileiros.
 
É claro que não perdemos a oportunidade de desenterrar um carro da neve com a pá e fazer “anjinho” na neve (era o que faltava para nos tornarmos verdadeiros canadenses, disseram).

Uma coisa que aprendemos: não é necessário um montão de casacos e roupas para suportar um frio desses. O importante é ter um casaco apropriado (térmico, com material para temperaturas muito baixas), um bom par de botas impermeáveis; luvas e gorros ou protetores de ouvidos. Com estes “apetrechos”, é possível divertir-se na neve sem ficar doente.
 

Nescafé - Apanhador Só

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Melhores livros de 2011

A lista dos melhores livros que li em 2011:


O Estrangeiro - Albert Camus


London Calling - A countercultural History of London since 1945 - Barry Miles


On the road - Jack Kerouak 

Caim - José Saramago


O Silmarillion - J.R.R. Tolkien



O Palhaço



Benjamin é um palhaço por profissão, mas leva uma vida infeliz. As suas viagens com o circo (cujo proprietário é o seu pai) e o fato de arrancar risos e aplausos de muita gente não necessariamente o deixam feliz e até o levam a questionar se essa é realmente a vida que quer levar. 


Essa é o enredo básico de O Palhaço, filme brilhantemente dirigido e protagonizado por Selton Mello. Selton conseguiu fazer um delicado filme mostrando detalhes de relações familiares e da realidade dos circos no país, em uma história atemporal.

Com ótimo roteiro e atuações, O Palhaço foi, pra mim, uma das grandes surpresas do cinema no ano passado.
O Palhaço ****

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Melhores músicas internacionais de 2011














1 - Cosmogony - Björk
2 - Virus - Björk
3 - Every Teardrop Is A Waterfall - Coldplay
4 - Sadness Is A Blessing - Lykke Li
5 - Someone Like You  - Adele
6 - Shake It Out - Florence and The Machine
7 - Rolling in the Deep - Adele
8 - We Found Love - Rihanna
9 - Moon - Bjök
10 - Get Some - Lykke Li
11 - Winter Winds - Mumford And Sons
12 - Post Break-Up Sex - The Vaccines
13 - Brick By Brick - Arctic Monkeys
14 - Video Games - Lana Del Rey
15 - Under Cover Of Darkness  - The Strokes
16 - Super Bass - Nicki Minaj
17 - Hello (feat Dragonette) - Martin Solveig
18 - Junk Of The Heart (Happy) -  The Kooks
19 - ÜBerlin - R.E.M.    Collapse Into Now
20 - Nothing's real but love - Rebecca Ferguson
21 - California - EMA
22 - Otis feat. Otis Redding - Kanye West & Jay Z
23 - The Last Day of Summer - Queen Of Hearts               
24 - LightHouse (PUNCHES Remix) - NewVillager
25 - The Wall - Yuck
26 - Limit To Your Love - James Blake
27 - The City - Patrick Wolf
28 - Yöu and I - Lady GaGa                
29 - Changes - Stars   
30 - Set Fire to the Rain - Adele   
31 - Till The World Ends - Britney Spears   
32 - What The Water Gave Me - Florence + The Machine       
33 - Stay - Hurts   
34 - Cheers (Drink To That) - Rihanna
35 - Countdown - Beyoncé   
36 - On The Floor (feat. Pitbull) - Jennifer Lopez   
37 - The Look - Metronomy                
38 - Jealousy - Will Young    
39 - Cruel  - St. Vincent    
40 - Into The Clouds - The Sound Of Arrows   
41 - Garden - Totally Enormous Extinct Dinosaurs   
42 - Hits Me Like A Rock - CSS       
43 - On A Train - Yuksek       
44 - Star Whisperer - Tori Amos    
45 - Body And Soul - Tony Bennett & Amy Winehouse   
46 - New York - Snow Patrol    
47 - How Deep Is Your Love - The Rapture   
48 - Dance With Me Tonight  - Olly Murs               
49 - L.I.F.E.G.O.E.S.O.N - Noah and the Whale               
50 - Midnight City - M83   
51 - Night After Night - Laura Marling   
52 - Good Intent - Kimbra   
53 - A Case of You - James Blake              
54 - Moves Like Jagger (Feat. Christina Aguilera) - Maroon 5               
55 - Sex U - The Hundred Days   
56 - Chasing A Ghost - The Head and The Heart
57 - Grown Ocean - Fleet Foxes   
58 - Bittersweet Melodies - Feist    Metals   
59 - Transition - DWNTWN   
60 - Down By The Water - The Decemberists  
61 - Season's Trees (feat. Norah Jones) - Danger Mouse & Daniele Luppi   
62 - Need You Now - Cut Copy   
63 - Bounce (feat. Kelis) - Calvin Harris   
64 - Santa Fe - Beirut   
65 - 212 - Azealia Banks